Reconhecimento
Talvez você reconheça algo aqui
- Você responde “tô bem, só cansado” e não é bem verdade.
- As pessoas se apoiam em você, e você não se apoia em ninguém.
- Tem coisas paradas há meses esperando você estar mais disposto.
- Você se cobra por coisas que nunca cobraria de outra pessoa.
- Já pensou em terapia mais de uma vez e adiou, porque não parecia grave o bastante.
- Por fora está tudo funcionando. Por dentro, faz tempo que não está.
Nada disso precisa virar crise para ser motivo suficiente.
O padrão
Isso costuma ter um padrão
Quase sempre começa pela cobrança. Você exige de si um nível que não permite errar, e por isso não pode demonstrar cansaço para ninguém.
Aí as conversas ficam na superfície. As pessoas gostam de você, mas ninguém sabe como você realmente está.
Sem apoio, o desgaste se acumula. Você começa a render menos, adiar mais, perder a vontade de coisas que antes te moviam.
E a leitura que sobra é a pior possível: que o problema é você. Falta de disciplina, de força, de organização.
Não é. É um circuito que se alimenta sozinho — e que não se desfaz por esforço, porque foi o esforço que o construiu.
O trabalho
O que a gente faz na terapia
A primeira parte do trabalho é entender como esse circuito se sustenta na sua vida especificamente: em que momentos a cobrança aparece, o que ela promete, e o que ela cobra em troca.
A partir daí, o trabalho é prático. Como sustentar uma rotina sem depender de motivação. Como voltar a executar sem que cada pausa vire fracasso. Como pedir ajuda sem sentir que está pesando para alguém.
Não é sobre passar a se cobrar menos porque você merece descanso. É sobre parar de usar uma ferramenta que não funciona para o que você quer construir.
Sobre o tempo disso
Leva tempo. Não é linear. Tem semanas em que não parece que algo mudou. É assim que funciona, e você vai saber disso desde o começo.
Prático
Como funciona
Como é a primeira sessão?
Uma conversa. Você conta o que te trouxe, do jeito que conseguir, e eu faço perguntas. Não precisa chegar com nada organizado nem saber explicar o que está sentindo.
Terapia online funciona igual?
Funciona. A pesquisa mostra resultado equivalente ao presencial para a maioria das demandas. Na prática, muita gente fala com mais facilidade de um lugar onde já se sente à vontade.
Do que eu preciso?
Internet estável, fones e um lugar onde você possa falar sem ser interrompido por 50 minutos.
Com que frequência?
Semanal, no começo. Isso pode mudar ao longo do processo.
E se eu achar que não tenho nada grave o suficiente para levar?
Isso é exatamente o que a maior parte das pessoas que chegam aqui pensa. Cansaço que não passa com descanso já é motivo. Você não precisa de uma justificativa boa o bastante.
A sessão acontece de onde você já está. Não precisa de nada além do que você usa todo dia.
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Sobre mim
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Paulo de Tarso Viana — Psicólogo clínico · CRP 21/07242
Trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, dentro da prática baseada em evidências — ou seja, com métodos que já foram testados e mostraram resultado em pesquisa. Atendo adultos que chegam com cansaço, autocobrança, dificuldade de manter rotina e a sensação de estar rendendo abaixo do que conseguem.
A maior parte das pessoas que chegam até mim demoram para chegar. Passam meses achando que o que sentem não é grave o bastante, que é falta de organização, que uma hora passa sozinho.
Foi na psicologia que encontrei um jeito de trabalhar com isso: não explicar o que você tem, mas entender como esse padrão se sustenta na sua vida e o que dá para fazer com ele. Todo sofrimento merece ser levado a sério, mesmo o que não tem uma boa justificativa para existir.
E quase sempre há mais caminho do que parece de dentro dele.
Você não precisa piorar para levar isso a sério
Se você leu até aqui e reconheceu alguma coisa, já é motivo suficiente para uma primeira conversa.